A produção em estufa de pepino japonês e pimentão colorido exige um nível de controle que o cultivo a céu aberto simplesmente não permite. Pequenas variações de temperatura, umidade ou nutrição já são suficientes para comprometer o padrão visual exigido pelo mercado — e é aí que entram as tecnologias de automação que vêm ganhando espaço nas propriedades brasileiras.

Sensores de microclima IoT
Instalados dentro da estufa, esses sensores monitoram em tempo real a umidade relativa do ar, a temperatura e a radiação solar, enviando os dados diretamente para o celular ou computador do produtor.
No caso do pimentão colorido, esse controle é decisivo: a transição de cor (do verde para o vermelho, amarelo ou laranja) depende de uma faixa de temperatura bem definida. Fora dela, o fruto pode amadurecer de forma irregular ou não atingir a cor desejada, o que derruba o valor comercial.
Já o pepino japonês é especialmente sensível à umidade: ambientes secos demais favorecem pragas como o ácaro-rajado, enquanto o excesso de umidade abre espaço para fungos. Com sensoriamento contínuo, o produtor ajusta a ventilação e a nebulização no momento certo, em vez de reagir depois que o problema já apareceu.

Fertirrigação automatizada por condutividade elétrica (CE)
A fertirrigação automatizada injeta água e nutrientes diretamente na raiz da planta, via gotejamento, na dosagem calculada a partir da condutividade elétrica (CE) da solução — um indicador direto da concentração de sais e nutrientes disponíveis.
Esse controle evita dois problemas clássicos da fruticultura de estufa: a deformação dos frutos por nutrição irregular e o desperdício de fertilizante por aplicação em excesso. O resultado é um pepino japonês reto e uniforme e um pimentão com espessura de parede e brilho dentro do padrão que os compradores exigem.
O retorno do investimento
Sensores e fertirrigação automatizada têm custo inicial, mas o retorno costuma vir por três caminhos: menos perdas por descarte de frutos fora do padrão, economia de água e insumo, e redução da mão de obra dedicada ao monitoramento manual — que passa a atuar apenas nos ajustes que a automação sinaliza como necessários.
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Você já usa algum desses sistemas na sua estufa? Conte sua experiência nos comentários.
